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Enquanto faróis agitados e sons nervosos Se cruzam nas ruas numa corrida ilusória...
As estrelas surgem pouco a pouco, Num silêncio sereno e íntegro.
Enquanto as palavras se perdem no Desentendimento dissonante De intelectos em duelo...
Seres invisíveis cantam os sons da natureza Embalando o descansar do universo. Sinfonias em cada pequeno espaço. Vidas em perfeita harmonia...
Enquanto guerras e conflitos Explodem as dores Da incompreensão humana...
A luz do Sol, silente e amorosa, Toca a tudo e a todos A cada amanhecer...
Enquanto Maya* Atrai a atenção de todos
Para o nada...
Uma brisa sem preço Acaricia a face daqueles que param Para ver as vitrines dos céus...
No jogo-mistério da vida, a cada ação A essência se revela em sua plenitude.
Manifestando a semente da perfeição Que existe em cada ser Neutralizando o que destrói o belo, O verdadeiro e a harmonia do Todo.
Tornando-nos Um.
Com as expressões de verdade Que existem ao nosso redor Na integridade das coisas simples e puras.
Enquanto o olhar de muitos Ainda se encontra perdido No emaranhado das avenidas da ilusão...
Enquanto isso...
A vida nos fala e nos encanta a cada instante, Com imensa delicadeza e confiança Pra quem quer ouvir...
Aguardando pacientemente O despertar do coração humano.
Para a verdadeira Vida Dentro de cada um de nós...
Vitor Hugo França
Nota: *Maya (do sânscrito): Ilusão.
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